sábado, 6 de junho de 2009

Faz frio

A lareira, o vinho, o queijo
Um abraço, um beijo
Musica suave
Amor ou amizade
Sei lá,
Esta frio por aqui.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Tempo






Caiu a última sílaba de você

Será a idade?

sábado, 30 de maio de 2009

O Baú



Rosinha guardava tudo que via.
Guardara uma flor que achou bonita.
Guardara uma lasquinha de osso do buraco que fez no quintal.
Guardara um restinho de bala que ganhou do Tunico.
Guardara um lenço que secou suas primeiras lágrimas de amor não correspondido.
Guardara um vestido de casamento que nunca usou.
Guardara um comportamento de criança.
Guardara um jeito meio que sem graça de falar, talvez por excesso de timidez.
Guardara o rádio quebrado, as pilhas usadas.
Guardara o chinelo sem tiras e toalha rasgada.
Rosinha guardava tudo que sentia.
Guardara a "réiva" da "fessora" que a deixou de castigo.
Guardara amor pelo Tunico e "réiva" da Tereza.
Guardava um espacinho no estômago, só pra comer goiaba do pé.
Guardara a sensação de calor do sol no seu corpo.
Guardara o calafrio que sentiu quando o Tunico a beijou.
Guardara a tristeza do adeus de Tunico.
Guardara a dor de ver Tereza com ele.
Guardara a mágoa de estar só.
Rosinha guardava tudo que guardara.

Êta mania besta , meu Deus !

sábado, 23 de maio de 2009

Homenagem


No eterno ego de mim mesmo
te vi,
aqui
Procurando o encontrável
o incontrolável
Você
No infinito e eterno de mim mesmo
o ego
Encontrando o possível e inevitável de mim
Você
No ego infinito e incontrolável
inevitavelmente te encontrei
Você
Ego de mim mesmo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Minha morte

Certamente para alguns será um refrigério
Aqueles que mentem, fingem e serpenteiam

Para outros, quem sabe...

Certamente para alguns será compensador
Herança, contas pagas.
Até que demorou

Certamente para alguns será lucro
Cremação.
Minha morte talvez provoque lágrimas,
Alívio, tristeza, solidão

Mas, o certo mesmo
é que possibilitará nova esperança para
aqueles que aqui estão

Sou doadora integral.

domingo, 3 de maio de 2009

SER

Ser coração
Ser emoção
Ser adoção
Ser encantado
Ser amigo, de fato
Ser poeta
Ser verdadeiro
Ser atleta
Ser humano
Ser gente
Ser pessoa, não me atente
Ser dócil
Ser coerente
Ser menino
Ser maduro
Ser racional
Ser cidadão
Ser puro e não ser impuro
Ser escritor
Ser leitor
Ser rima e ser prosa
Ser conto e ser contraponto
Ser a favor
Ser pensativo
Ser sorridente
Ser prestativo
Ser um irmão
Ser um pai
Ser namorado
Ser amante
Ser marido
Ser galante
Ser homem
Ser vivo
Se... r...mente.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Pedro

Reduzido a nada
Assim estou
Sequei
Desitratado pelo amor
Perdi-me
Onde vou?
Entre o limbo e um hiato
Não restou nada de fato
Perdi-me
Olhe! Um gato!
Sou eu errante
Esquivando-me do que não pude ter
Agora é pra valer
Perdi-me
Cego por tua luz
Caminho nas sombras de tua cruz
Não ouso olhar menos ainda ver
Perdi-me
Não sou pedra nem sou água
Lágrimas de sal
Não ouso olhar pra tráz
Lá na montanha
Perdi-me
Sete cavaleiros me seduziram
Serei rei
Do nada
Nas trevas não há amor
Se não há amor como pode haver sofrimento ?
O inferno sou eu
Perdi-me
Como todas as noites me perco
Em teus braços imaginados
Chorando teu suor
Cheiro de carne morta
Perdi-me num pesadelo
Ou morri e ainda estou por aqui ?