sábado, 23 de maio de 2009

Homenagem


No eterno ego de mim mesmo
te vi,
aqui
Procurando o encontrável
o incontrolável
Você
No infinito e eterno de mim mesmo
o ego
Encontrando o possível e inevitável de mim
Você
No ego infinito e incontrolável
inevitavelmente te encontrei
Você
Ego de mim mesmo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Minha morte

Certamente para alguns será um refrigério
Aqueles que mentem, fingem e serpenteiam

Para outros, quem sabe...

Certamente para alguns será compensador
Herança, contas pagas.
Até que demorou

Certamente para alguns será lucro
Cremação.
Minha morte talvez provoque lágrimas,
Alívio, tristeza, solidão

Mas, o certo mesmo
é que possibilitará nova esperança para
aqueles que aqui estão

Sou doadora integral.

domingo, 3 de maio de 2009

SER

Ser coração
Ser emoção
Ser adoção
Ser encantado
Ser amigo, de fato
Ser poeta
Ser verdadeiro
Ser atleta
Ser humano
Ser gente
Ser pessoa, não me atente
Ser dócil
Ser coerente
Ser menino
Ser maduro
Ser racional
Ser cidadão
Ser puro e não ser impuro
Ser escritor
Ser leitor
Ser rima e ser prosa
Ser conto e ser contraponto
Ser a favor
Ser pensativo
Ser sorridente
Ser prestativo
Ser um irmão
Ser um pai
Ser namorado
Ser amante
Ser marido
Ser galante
Ser homem
Ser vivo
Se... r...mente.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Pedro

Reduzido a nada
Assim estou
Sequei
Desitratado pelo amor
Perdi-me
Onde vou?
Entre o limbo e um hiato
Não restou nada de fato
Perdi-me
Olhe! Um gato!
Sou eu errante
Esquivando-me do que não pude ter
Agora é pra valer
Perdi-me
Cego por tua luz
Caminho nas sombras de tua cruz
Não ouso olhar menos ainda ver
Perdi-me
Não sou pedra nem sou água
Lágrimas de sal
Não ouso olhar pra tráz
Lá na montanha
Perdi-me
Sete cavaleiros me seduziram
Serei rei
Do nada
Nas trevas não há amor
Se não há amor como pode haver sofrimento ?
O inferno sou eu
Perdi-me
Como todas as noites me perco
Em teus braços imaginados
Chorando teu suor
Cheiro de carne morta
Perdi-me num pesadelo
Ou morri e ainda estou por aqui ?

quinta-feira, 26 de março de 2009

Partes de mim



Impávido cérebro que não mente
Impede o coração picado
por vil serpente
Não nego,
Amei
Coração inquietante bloqueia a consciência humana
o pecado já se fez
Não nego,
Amei
A mão tocou seu corpo nu
Imaginariamente em chamas
Calei-me frente a teu renascimento
Não nego,
Amei
Meus lábios que outrora disseram te amo
Hoje colados pela dor de um errante
Não permitem que palavras vãs soem ao vento
Não nego,
Amei
Meus braços,
Ah! meus braços...
Que receberam teu corpo carente e quase inerte
Estão cruzados em "xis"
Eis a questão
Não nego,
Amei
Meus pés agora levam-me longe
Distante de ti
Não posso ver-te
Diz a razão
Tatuaste a alma
Diz o coração
Não nego,
Amei
... e estou em pedaços.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Concessão

Quando o poeta permite que as palavras possam fluir
Assim, do nada
Ele sabe o que está dizendo
Quando o poeta permite a construção lúdica do amor
Assim, do nada
Ele sabe porque esta sentindo
Quando o poeta permite a sequência sem rima
Ele certamente espera uma emoção
Quando o poeta nos chama
Ele certamente deseja nossa atenção
Para versos reversos
Rimas no ritmo do coração
Métricas no pulsar da paixão
Quando o poeta permite a leitura do seu eu poético
Entrega-se ao não poder
Viver o que deseja no seu íntimo
Quando o poeta relê seus versos
Vive novamente o não vivido
Beija lentamente os lábios da amada
Entrelaça seus braços ao dela
Fita-a com ternura e diz:
- Amor... nunca rimará com dor

segunda-feira, 9 de março de 2009

Liliana - por Ricardo Fonseca de Alcântara

Acariciando a água num viver nunca visto por mim
Lá estava ela
Instrospectiva
Quase em ostra
Movimento lentos no pensar
Ritmo da alma
O reflexo da lua,por vezes,a iluminava
como se iluminam as estrelas no palco
Unica,perfeita,apenas ela em seu solo na vida
Monólogo do prazer de viver
Sereia por decisão e pedir do corpo
E lá estava ela, pontualmente a iluminar meus sonhos